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Catarina Guerra: "Hoje me dá muito orgulho do meu sobrenome ser Guerra, mas carregar paz no meu coração" / Foto: Eduardo Andrade /

"Com honra, orgulho e guerra e um coração cheio de paz, eu voto sim pelo Estado de Roraima e por tudo o que já passei aqui nesta Casa". O desabafo foi da deputada estadual Catarina Guerra (Solidariedade), ao proferir seu voto na sessão extraordinária que cassou o mandato do ex-deputado Jalser Renier (Solidariedade), na manhã desta segunda-feira, no plenário da ALE-RR (Assembleia Legislativa de Roraima).

Acusado de ser o mandante do sequestro e tortura do jornalista Romano dos Anjos (crimes ocorridos em outubro de 2020), Jalser Renier teve o mandato cassado por 18 votos, uma abstenção e nenhum contra.

Mesmo sendo do mesmo partido de Jalser, a deputada Catarina Guerra sofreu represálias e agressões verbais enquanto ele presidia a Mesa Diretora, por divergências políticas. Em uma ocasião, durante reunião na Presidência, Jalser quase agride Catarina fisicamente. A agressão só não aconteceu porque o então presidente foi contido pelos colegas.

Entre as retaliações, Catarina foi impedida de ocupar a cadeira de 3ª secretária da Mesa Diretora, cargo para o qual foi eleita. Já na gestão de Soldado Sampaio, as perseguições prosseguiram no âmbito do partido Solidariedade. 

Após a abertura do Processo Administrativo na Casa para apurar a participação de Jalser Renier no caso Romano dos Anjos, que culminaria na cassação de seu mandato, o então líder do solidariedade chegou a pedir a substituição de Catarina Guerra da presidência da Comissão de Constituição e Justiça, mas não teve o pedido negado pelo presidente da ALE-RR, Soldado Sampaio.

Ao cumprimentar George Melo (Solidariedade), que tomou posse como deputado estadual após a cassação do mandato de Jalser Renier, Catarina Guerra externou sua felicidade com o novo colega.

"Deus conduziu e vai conduzir sempre o nosso trabalho e é nesse Deus que eu confio como mulher, como mãe e como deputada, que há três anos e dois meses estou nesta Casa fazendo o meu papel e honrando os 4.892 votos que eu tive e me conduziram até aqui. Então, hoje me dá muito orgulho do meu sobrenome ser Guerra, mas mas carregar paz no meu coração", afirmou.

Catarina ressaltou, ainda, que o desfecho desse processo com e a posse de George Melo foi a vontade de Deus. "Seja bem-vindo, meu primo. Venha fazer honra ao seu nome, à sua palavra e à população que lhe colocou como suplente, porque a vontade de Deus era de hoje, não era de três anos e dois meses atrás. E que a gente consiga seguir fazendo história neste Parlamento, porque o povo precisa da gente", disse.

DA REDAÇÃO